EVEN IF





who could tell the story
who could tell the end of my story.

and even if,

who could stop my thinking
shut up my dreams, mind and soul.

I still willing for more.

but even if,
you call OFF your dreams and
give up yorself,

only IF, THEN

its over.

ADAPTAÇÃO

"Que este silêncio não iluda a ninguém. Não é o silêncio de uma cidade bombardeada e deserta, nem tampouco o silêncio compulsório dos cemitérios. Acho-me relativamente em alerta porque nada de exterior me perturba mais do que o terremoto que aflige minha alma! Sinto os tremores abalando a estrutura e ouço os gemidos do meu silêncio." Adatação do texto de Mario Quintana.

Ei, você!


Ei, você!! Acorda cara...
A vida é muito mais que você.
A vida é muito mais que você e eu.

E o tempo passa e a gente aprende,
Que nada do que temos ou vivemos foi suficiente.
Aí você pAra e entende,
Que o que realmente importava
Ficou pra trás e pra sempre.

Ei, amigo! Acorda.
Não percebeu ainda?
Não percebeu que a vida é muito mais que eu?
É mais eu e você.

Hora de seguir em frente.


Há momentos que não há como voltar atrás, é ir ou seguir em frente.
Decisões devem ser tomadas, consequencias a assumir e assim vamos em frente.
Tentei deixar para o último segundo, prorroguei até o momento final, mas até o final tem fim e já é hora.
Por tudo, agradeço. Pelas alegrias, decepções, amores, amigos, pesares, tristezas, lagrimas, lamento, e também pelas muitas, muitas coisas que nos fazem querer viver tudo outra vez.

A travessia é difícil mas necessária.

Não há tempo para o medo, nem pra perder tempo.

Mas por tudo eu agradeço.

Nem tudo que parece tem que ser.


Mulher não é sempre mulherzinha,
Homem não é sempre garanhão,
Criança não é sempre boazinha,
Meu gato dorme no portão.
"Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu."

Fernando Pessoa
Ontem passei parte da noite pensando em várias coisas interessantes que poderia escrever aqui.
Pensei comigo: se levantar agora perco o fio da meada, se tivesse um gravador para escrever tudo isso, talvez me perdesse com as palavras faladas. Parece que pensar é mais fácil que tentar traduzir tudo de uma maneira lógica.
Talvez estivesse só sonhando e quando sonhamos tudo que é estranho e ridículo faz algum sentido, talvez...
Nem me lembro mais do que se tratava, só sei que parecia muito interessante que me fez pensar em escrever e reler depois.
Escrever é um dom e às vezes uma necessidade. Talvez...

Just say it!

It doesn't matter what is said, just say it...
Do not expect to be suddenly understood.
Not always, but I always do.
Sicerelly I barely understand you.
But when I say it ,
I begin to understand myself.
And that matter to me!

Continuamente me estranho...

A primeira vez que li este poema de Fernando Pessoa pensei: Ele resumiu em poucas palavras aquilo que levei anos para perceber...Na realidade o que sentimos muitas vezes é uma constante inquietação que nos faz buscar algo, que na maioria das vezes não sabemos realmente o que é. Um bom exemplo disso é a Síndrome do estrangeiro. Para que viveu em muitos lugares diferentes, por muito tempo, a sensação é de não pertencer a lugar algum e buscar continuamente um grupo, local ou pessoa que o faça sentir-se parte de algo. Mas o que? E será que fazer parte é perder parte de si, uma adaptação pela sobrevivência...Se isso acontece no trabalho é ainda pior. Geralmente somos rotulados pelo que aparentamos ser e não necessariamente pelo que realmente somos. Se unir aparência e essência é o que chamam de Marketing pessoal, então amigo, ensine-me como pois infelizmente ou não...Continuamente me estranho.

Sou TV PB

Se fui divertimento
se deixei sua vida tediosa mais interessante,
Fi-lo inconscientemente.
Saiba que pra mim fostes divertimento,
Mas pelo que senti e não pelo que vi.

Mas de hoje em diante,
Com meu coração ainda vazio, sufocado e desapontado digo:

Não serei mais TV digital,
Serei meu eu mais triste, mais calado e tedioso.
Não vou entreter você, serei a monotonia da depressão.
Talvez assim reflita...

Sinto me TV preto e banco,
o vazio e a monotonia das cores
o silencio, a apatia.
Sinto me invadida...
acabou o meu eu desmedido, feliz.

Meu labirinto se fechou para você.
De agora em diante bom dia, boa noite senhor.

Pelo menos me diverti.
Meu sorriso “maravilhoso” era espontâneo, mas acabou.
Pelo menos para você.